
ITAITUBA/SANTARÉM(PA), 24OUT’2024 às 13h40' - Um domingo diferente, ensolarado, festivo, com Céu de Brigadeiro, 9 horas de uma manhã, de um dia que foi em pouco tempo transformado em um dia triste para minha família. No inicio com a natureza permitindo a aeronavegação o monomotor PT-KPC comandado pelo experiente aviador WANDERLY AZEVEDO TERTULINO da Pista da Fazenda Rosa de Maio decolou rumo ao Garimpo do mesmo nome, além do comandante, incorporaram na viagem dois garimpeiros e cargas, inclusive um motor que presume-se que contribuiu para com seu peso e dimensão, provocar um grave acidente pois ao serem orientados para jogarem a carga do avião, o motor engatou na porta da aeronave e não deu tempo de ser retirado e arremessado de cima pra baixo. Borocas, carotes, botijas de gás, rancho tudo jogaram pra baixo:
– Joga a porra do motor, joga o motor...o motor cacete... o motor porrrr...!!!– indicava o Comandante.
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Problema mecânico grave, uma pá de hélice ruindo, soltou-se (avião tripá), sacou e mesmo tentando jogar o avião para o Tapajós, o peso da carga transportada contribuiu para não se alcançar o objetivo de um pouso de emergência. Seus gritos de repente foram calados pela colisão com frondosas árvores que produziu uma clareira no local, depois da colisão o silêncio que incomodava, a solidão, a devastação, as vozes da floresta através da fauna em fuga da flora no local desvirginada, retorcida que reclamava a intervenção estranha à natureza. A data era 12 de Outubro de 1988 o festivo Dia da Criança... (Dia da Criança, Cinzento) Depois da precipitação da aeronave e o impacto com árvores e o tenebroso e assustador silêncio que fora quebrado por gemidos, gemidos e desespero, um garimpeiro sem ferimentos aparente além do impacto emocional, tentava retirar seu companheiro do interior do charuto do avião que ficara imprensado entre is assentos dianteiros e o motor, estando com muitas escoriações pelo corpo devido a fuselagem retorcida, braço fraturado, o Comandante gemendo com parte do manche na mão tendo também seu tórax sendo imprensado pelo painel, um braço totalmente esfacelado, e o rosto desfigurado com afundamento facial.
QUAL FÊNIX, RESSURGIDO DAS CINZAS, POR OBRA E GRAÇA DE DEUS!

12 de Outubro de 2.024, 36 anos percorridos do triste dia, a vida de nosso irmão não se foi, e hoje mesmo através das profundas sequelas do fatídico acidente vive a vida como se não houvesse amanhã, sob os cuidados de sua família composta de esposa, filhos e filhas agora netos, e visita vez em quando dos irmãos, sobrinhos e amigos que se somaram ao seu convívio fraternal e social. Pormenores de seu sofrimento com muitas intervenções cirúrgicas deixa-se de tratar nesta postagem, pois eu, Walter Tertulino em nome de meus pais e irmãos, além de agradecermos ao Poderoso Deus pela preservação em vida de nosso irmãos queremos mesmo é homenageá-lo como um herói que sobreviveu em acidentes de avião na Amazônia pelo importante DIA DO AVIADOR.

Almoço em família - Primas Linda na cabeceira pagando as despesas e ao lado do Wanderly, Adalgisa
Acostumado a ser cercado por familiares e amigos hoje nosso irmão ressente-se da quebra dessa corrente fraternal por morar distante, fica muito feliz quando recebe visitas das pessoas de seu circulo familiar ou fraternal. Recentemente não disfarçou sua alegria quando recebeu em sua casa, nossas primas Linda e Adalgisa, para um almoço. Adalgisa renomada profissional de saúde na Pérola do Tapajós, após reencontro pelas ondas da net comigo, falei-lhe a situação de dificuldade que enfrenta nosso irmão, e a mesma revelando alto espírito de solidariedade e amor fraternal que nos une como parentes visitou nosso irmão, enquanto Adalgisa aproveitou a oportunidade com seu olhar profissional clínico fazer-lhe algumas recomendações, para manter-se saudável, apesar de suas limitações, o passado feliz da adolescência de nossas vidas foi rememorado com gargalhadas.

Visita com milhas filhas ao nosso irmão
Como todo piloto de avião, que para transformar-se em AVIADOR precisa se apaixonar pela profissão, meu irmão é um incurável apaixonado, e como por sua limitação em um membro superior e dificuldade de se mobilizar com agilidade como Usain Bolt está impossibilitado de comandar como comandou por quase 15 anos, aviões na vasta região Amazônica e Brasil afora, no entanto como apaixonado como os Sonhos de Ícaro, voa alto o mais alto dos seus sonhos dos seus sonhos de voar, nas ASAS DA PAIXÃO E DA IMAGINAÇÃO.
Outra paixão além da família e da aviação encontra-se envolto atualmente, residindo em um paraíso terrestre próximo a Alter do Chão, cuidando não mais do espaço aéreo e sim do terrestre e fluvial, ocupado com sua piscicultura, muitas penosas, com a esposa querendo tornar o local autossustentável, comercializando produtos da lavra familiar, deleitasse com essa ocupação de tempo e familiar e fraternal.
HOMENAGEM AOS ÁGUIAS DA AMAZÔNIA

Muitos pereceram nessa corajosa profissão, bem sabemos que quando um aviador sai de rota, registra no céu um anjo a mais. Quando um faz seu ultimo voo rumo ao céu, com perdão de crendices religiosas, ele terá por lá nova ocupação:
ESTARÃO LÁ, ENSINANDO ANJOS A VOAR!
Voar voarSubir subirIr por onde forDescer até o céu cairOu mudar de corAnjos de gásAsas de ilusãoE um sonho audaz feito um balãoNo ar no ar eu sou assimBrilho do farolAlém do mais amargo fimSimplesmente solRock do bomOu quem sabe jazzSom sobre somBem mais, bem maisO que sai de mim vem do prazerDe querer sentir o que eu não posso terO que faz de mim ser o que souÉ gostar de ir por onde, ninguém forDo alto coraçãoMais alto coraçãoViver, viverE não fingirEsconder no olhar pedir não maisQue permitirJogos de azarFauno lunarSombras no porãoE um show vulgarTodo verãoFugir meu bemPra ser felizSó no pólo sulNão vou mudarDo meu paísNem vestir azulFaça o sinalCante uma cançãoSentimentalEm qualquer tomRepetir o amor já satisfazDentro do bombom há um licor a maisIr até que um dia chegue enfimEm que o sol derreta a cera até o fimDo alto, coraçãoMais alto, coraçãoFaça o sinalCante uma cançãoSentimentalEm qualquer tomRepetir o amor já satisfazDentro do bombom há um licor a maisIr até que um dia chegue enfimEm que o sol derreta a cera até o fimDo alto, o coraçãoMais alto, o coraçãoDo alto, o coraçãoMais alto, o coração
