
ITAITUBA (PA), 22 de janeiro de 2026, às 08h23 Sem apresentar um marco concreto de trabalho em favor de Itaituba ou da região do Tapajós, o deputado estadual Wescley Tomaz tenta, de forma inequívoca e indisfarçável, forjar protagonismo político onde sua atuação parlamentar tem se mostrado estéril, inócua e, para muitos, praticamente inexistente. O que se vê é um esforço desesperado para aparentar serviço e recuperar um capital político já minguado, sangrado em praça pública pela ausência de resultados efetivos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA).
Desde o início de sua trajetória rumo ao mandato, Wescley Tomaz buscou encampar bandeiras alheias, apropriando-se de pautas que já vinham sendo trabalhadas com afinco pela gestão municipal de então. Um exemplo claro foi a defesa da regularização da garimpagem — tema que Valmir Climaco, à época prefeito de Itaituba, já enfrentava com coragem e responsabilidade, promovendo viagens à capital do Estado e a Brasília, além de articulações com instituições de apoio ao setor em Rondônia e Roraima. O objetivo era claro: evitar o colapso econômico, a redução de renda, o desemprego em massa e o avanço da exclusão social em toda a região amazônica.
Como noviço político que ainda não aprendeu a produzir resultados próprios, Wescley Tomaz preferiu copiar. Transformou essa pauta em slogan de campanha, reuniu personagens conhecidos de suas andanças e construiu um enredo fantasioso em torno do “sonho” da regularização da garimpagem. Contudo, o discurso não se converteu em ações concretas. A esperança foi sendo gradativamente esvaziada até se exaurir por completo, culminando na perda de credibilidade junto aos próprios garimpeiros e suas famílias, que deixaram de acreditar em promessas fabricadas.
Diante desse esvaziamento político, o deputado passa agora a atuar como um intrometido contumaz, exigindo o imponderável e assumindo postura incompatível com a ética e a liturgia do cargo. Chega ao cúmulo de tentar ditar regras ao prefeito Nicodemos Aguiar, eleito democraticamente nas últimas eleições municipais — eleição na qual, registre-se, o próprio Wescley Tomaz saiu derrotado. O deputado parece disposto a elaborar uma verdadeira “cartilha de gestão”, pretendendo que o chefe do Executivo municipal siga, passo a passo, suas vontades pessoais no comando do Paço Municipal.
A mais recente investida ocorreu quando Wescley Tomaz passou a cobrar publicamente o início das obras de revitalização da orla de Itaituba, rompendo com os limites institucionais e invadindo competência que é exclusiva da gestão municipal. Alegou, de forma apressada e autoritária, que o tempo estaria “se esgotando”, numa tentativa clara de criar um falso clima de urgência e transferir responsabilidades que não lhe cabem.
Segundo matéria publicada pelo Giro Portal, o deputado afirmou que a obra deveria ter sido iniciada no dia 5 de janeiro e exigiu prioridade e celeridade por parte do Executivo, sob o argumento de que o Governo do Estado precisaria da área liberada para executar os serviços. Convém lembrar ao nobre parlamentar que os recursos não chegaram a Itaituba por obra e graça de sua vontade. Trata-se de um esforço coletivo, que contou com a atuação decisiva do prefeito, de vereadores e de outras lideranças que efetivamente colocaram a mão no arado para viabilizar a captação de recursos para a modernização da orla.
Mais grave ainda foi a tentativa de Wescley Tomaz de se apresentar como articulador direto junto aos ambulantes da orla, mencionando reuniões e cadastros realizados pela Secretaria de Governo do Estado. Aqui se evidencia, de forma cristalina, o conflito de competência: a organização, seleção e concessão de espaços públicos — como quiosques e permissões de uso — são regidas por editais, critérios legais e atos administrativos do Poder Executivo municipal, não podendo ser definidas por um agente político estranho à administração local.
Ressalte-se, ainda, que a obra já havia sido suspensa anteriormente por decisão judicial, que interrompeu a ordem de desocupação e demolição dos quiosques existentes. Mesmo assim, de maneira imprudente e oportunista, Wescley Tomaz volta à cena travestido de protagonista, fazendo exigências e “orientações” ao prefeito, como se fosse autoridade hierarquicamente superior. Trata-se de uma postura ridícula, arrogante e institucionalmente indevida.
Em bom português, o deputado confunde alhos com bugalhos, mistura atribuições, ignora os limites do mandato e insiste em temperar o debate público com declarações desordenadas, como quem tenta salvar a própria relevância política à força. O resultado é um discurso ruidoso, vazio e desrespeitoso, que mais atrapalha do que contribui para o desenvolvimento de Itaituba. - assevera um assessor de imprensa da ASCOM
Tem que se ter o entendimento e Tomaz deveria ter, que mesmo a obra sendo assinada e edificada pelo estado, nossa cidade tem um Prefeito e Vereadores constituídos legalmente e nem o estado pode interferir para sair em defesa dos direitos do município para evitar-se o conflito de interesses e competência. (Cada um no seu quadrado) O estado que irá fazer, mas não pode fazer o que quer é necessário na proa desses acontecimentos a Prefeitura, e por ultimo a junção do Governo municipal (Executivo) é geminado politicamente com o Governo Estadual. O estranho no ninho na verdade é o deputado que desprezou sua sigla partidária original, entregando a cabeça dos "Zequinhas Marinho" na bandeja, o qual jurou amor eterno, para por oportunismo, receber a unção de Hélder Barbalho com o fito de ter maior visibilidade, o que não estaria conseguindo e luta para isso atropelando o bom senso a ética e a responsabilidade.
