PLACAS(PA), 16Ago'2026 às 1045' - Continua a sanha de retirar o pão da mesa do trabalhador menos favorecido — muitas vezes catalogado como criminoso diante da ausência estrutural do Estado. Essa postura é reforçada pela influência política do governador Helder Barbalho, que, por meio de sua aliada Hanna Ghassan, tenta dar continuidade ao seu projeto de poder no Pará, marcado por ações ostensivas contra pequenos garimpeiros e trabalhadores autônomos. A situação atinge trabalhadores que lutam diariamente pela sobrevivência, muitos dos quais assumiram dívidas para adquirir máquinas de garimpo artesanal, carros e agora enfrentam a desesperança e a fome nas suas famílias.
Embora seja fato que a atividade garimpeira atual cause impactos ambientais, surge o questionamento: por que as autoridades não priorizam a regularização e o ordenamento das áreas de lavra de ouro, responsabilizando legalmente os mineradores pela recuperação da vegetação degradada?
Em vez de focar na capacitação técnica para o manejo sustentável e na prevenção do dano ambiental, os órgãos de fiscalização optam pelo caminho mais simples: operações ostensivas e o aparato policialesco. A medida busca projetar uma imagem de rigor perante as nações mais ricas — que, por sua vez, figuram entre as maiores emissoras de gases de efeito estufa e recorrem ao mercado de créditos de carbono para compensar sua própria degradação. No Brasil, contudo, a resposta estatal para a população local se resume, por vezes, ao choque, à destruição de equipamentos e ao trauma gerado pelas bombas de efeito moral e ate mortal.
A indignação com essa abordagem foi reforçada por Ellayne D’Almeida, candidata a vice-governadora na chapa do Dr. Daniel, ao ouvir o relato de mais uma vítima dessas operações. Na ação fiscalizatória, equipamentos foram incendiados e reduzidos a cinzas. Segundo o relato de um dos impactados, aparelhos de televisão teriam sido levados (apreendidos) durante a intervenção, em meio à destruição do acampamento... Necessitando-se saber que diabo de aparelhos televisores terem a ver com suposta degradação ambiental? - isso não seria tambem crime ja que remete a apropriação indébita? furto?, afano?
A visão crítica sobre o modelo atual de fiscalização reflete um sentimento de insatisfação crescente na região. Como sintetizou a humanista Ellayne D’Almeida:
"Enquanto o trabalhador da Amazônia é tratado como um problema, os verdadeiros desafios continuam sem solução: estradas abandonadas, saúde precária, custo de vida altíssimo e falta de saneamento básico. A população não tem o básico e, quando tenta trabalhar, ainda é perseguida e humilhada."

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