ITAITUBA(PA), 23Set'2026 20hs52' - às O artigo 1º da Constituição Federal, em seu inciso V, preconiza o pluralismo político e garante os direitos fundamentais de um regime democrático. No entanto, a lógica democrática parece ser contrariada no cotidiano do país. Vivemos sob a sombra de abusos institucionais promovidos por homens de toga, enquanto a Presidência da República relativiza a segurança pública ao verborragizar que o roubo de um celular por um jovem seria um ato menor, praticado apenas para "tomar uma cervejinha". Trata-se de uma postura que banaliza o crime, promove a ideologia de gênero e defende o aborto como solução simplista para problemas complexos.
Vale recordar que o chefe do Executivo cumpre mandato após ter sido condenado e preso — decisão confirmada por vasto conjunto probatório em três instâncias colegiadas — sob a acusação de chefiar um complexo esquema de assalto ao patrimônio público e aparelhamento das instituições. Hoje, assistimos a um novo capítulo dessa degradação:
o escândalo que afeta os aposentados do INSS, cujos proventos mal cobrem os medicamentos essenciais para o controle de morbidades na terceira idade. Em nações de regimes severos, crimes contra o erário e contra a população vulnerável levariam ao cadafalso; no Brasil, os responsáveis retornam ao poder.
Nesse cenário de desequilíbrio institucional, o impacto mais devastador recai sobre os povos originários, em especial os Munduruku, a maior etnia do Pará. Trata-se de um histórico de desamor que a comunidade respondeu, por muito tempo, com lealdade política. Embora a questão indígena sempre tenha carecido de um empenho estrutural definitivo, governos passados ainda mantinham uma presença institucional pragmática no cotidiano das aldeias. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) atuava em campo por meio de seus servidores, auxiliando na organização socioeconômica dos aglomerados humanos.
Naquela época, funcionavam as cantinas reembolsáveis — um modelo de comércio interno gerido pelos próprios indígenas sob a orientação dos chefes de posto. Paralelamente às roças familiares, existiam as roças comunitárias, responsáveis por produzir mandioca, farinha, arroz, batata, cará e frutas. O excedente dessa produção era comercializado para abastecer as cantinas e suprir a aldeia com produtos industrializados de primeira necessidade. Havia ocupação, produção e um circuito econômico interno que garantia dignidade e segurança alimentar às famílias.
Com o passar dos anos, defensores de uma visão idealizada e paternalista passaram a combater a integração econômica das comunidades, preferindo manter o indígena em um estado de isolamento primitivo, como se a presença de tecnologia ou a busca por bens de consumo destruíssem sua cultura. Paralelamente, o avanço de Organizações Não Governamentais (ONGs) de viés ideológico à esquerda assumiu o controle do acesso e da narrativa sobre as terras indígenas, consolidando a influência do Lulopetismo no Alto Tapajós.
A realidade atual dos Munduruku, contudo, é de extrema penúria e acelerada exclusão social. A atuação pontual da Secretaria de Assistência Social do município é insuficiente para conter o colapso socioeconômico que assola a coletividade. As necessidades são maiores que o Poder da SEMAS em controlar.
É inegável que a atividade garimpeira descontrolada nas Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza atingiu proporções alarmantes, provocando degradação ambiental severa, desmatamento, desvio de leitos de rios e contaminação por mercúrio dos recursos hídricos que garantiam a subsistência da população. Por outro lado, a circulação do ouro gerava uma renda que, direta ou indiretamente, irrigava a economia local e chegava aos lares indígenas. Ali não existiam os contras ou a favor da garimpagem. Enquanto o problema se agravava, os governos federal e estadual mantinham-se omissos, recebendo visitas oficiais com afagos protocolares sem apresentar soluções definitivas para a região. Vez em quando uma gorda pepita era presenteada por um politico principalmente prefeitos para a autoridade visitante.
A mudança de postura ocorreu quando pressões e aportes financeiros internacionais voltados à agenda ambiental exigiram uma resposta repressiva do Governo Federal. A interrupção abrupta e militarizada das atividades econômicas locais ocorreu sem a implantação de qualquer plano de transição ou alternativa de desenvolvimento sustentável para a população atingida. O primeiro sinal dessa escalada de violência foi a morte de Adonildo Munduruku, alvejado durante uma operação policial na Aldeia Teles Pires.
O resultado da intervenção sem planejamento foi a transição da pobreza para a miséria absoluta. Sem fontes de renda, sem o fortalecimento da agricultura comunitária e sem suporte estrutural do Estado, as aldeias foram entregues ao desamparo. O vazio econômico abriu espaço para graves problemas sociais: o alcoolismo avança sobre a juventude, há registros crescentes do uso de entorpecentes e jovens indígenas migram para os centros urbanos para submeterem-se ao trabalho informal vulnerável e sem garantias trabalhistas. Neste caso reportamo-nos às mocinhas adolescentes que muitas são usadas como domésticas e à noite a noite é uma criança como elas. Ninguém contém nada!
A crise enfrentada pelo povo Munduruku demonstra os efeitos de políticas públicas pautadas por discursos ideológicos e pressões externas, que priorizam a repressão e a tutela em detrimento da autonomia econômica, da dignidade e da sobrevivência das comunidades originárias.
Um pergunta aos indigenas Munduruku:
...AINDA ESPERAM ALGUMA COISA DE LULA?

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