
JACAREACANGA (PA) 25Set'2023 - Êxodo 3:5 Deus, o Supremo Arquiteto do Universo disse a Moisés: “Não te aproximes daqui; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que pisas é uma terra santa”. Ao contrário dessa sagrada frase de advertência e consequente fiel cumprimento por parte de Moisés, o momento ficou sublimado com seu registro no recebimento dos dez mandamentos da Lei de Deus por sua importancia ao Cristianismo, Judaismo e outras religiões; em contraposição ao que ocorreu nesta data na Escola Carmem Valente, mesmo o ocorrido sendo inverso e controverso, recorda uma certa analogia mesmo no momento da comparação de hoje com a gênese da E.C. contida em êxodo.
Em se tratando de considerar como mandamento Divino, o alerta de não se pisar em solo sagrado no Monte Sinai, e guardada as devidas diferenças entre o sagrado e o profano e o longo dos séculos, a obediência de Moisés como mostra-se evidente, contrasta-se com a desobediência de alguns alunos da Escola Municipal Carmem Valente, barrados à porta do educandário, ja que não poderiam adentar ao espaço escolar mesmo a direção considerar pouco santo, por estarem quase descalços usando alpergatas, ou sandálias apelidadas de hawaianas ou similares, por supostamente contrariar alguma legislação caduca ou mesmo o caduco regimento interno da instituição.
Absurdo! uma afronta dessas contra o alunado, em que não levam-se em consideração, que o chinelo ou sandália mostra o conforto e comodidade no uso de um refrescante calçado aberto, ou mesmo uma necessidade em a pessoa não gostar do uso de sapatos ou mesmo não ter condições para comprar para o uso diário conforme exigências da escola.
Ao contrário do estado do Amazonas, em que os municípios, se responsabilizam pela uniformização dos alunos, fornecendo uniformes adequados para todo público estudantil, composto de calça/blusa/meia/calçado, os municipios paraenses que a exemplo do estado do Amazonas vivem sob a égide da mesma Carta Constitucional promulgada em 1.988 se esqueceram nesse quesito de dar a obediência devida ao texto constitucional no que tange a presente matéria.
Ao fazer retornar às suas casas o alunado, por estarem calçando sandálias, cerrando-se as portas da escola para não participarem das aulas, mostra de forma inequívoca o despreparo de uma gestão que é envolta em escândalos, e ainda promovendo uma educação escolar que comete crimes contra a dignidade do ser humano, vedando o acesso do aluno ao aprendizado escolar por razão completamente desproposital, e constragendo de público jovens em uma exposição ridícula arcaica e desnecessária.
-Ah poderiam dizer: -Mas, o Regulamento Interno da escola dispõe sobre essa exigência; e diriam os mais conscientes da aplicação de uma educação pautada pelo respeito à dignidade do alunado: Nenhuma lei pode sobrepor-se à Carta Magna da Nação! A CF dispõe sobre essa proibição?
Pelo andar das sandálias da humildade ou carruagem, ao se exigir para fiel cumprimento o uso de sapatos, como o agora denunciado, muitos alunos irão ser diariamente barrados, e por não terem acesso às aulas, ao final do ano letivo os mais abastados serão aprovados e os pés-descalços serão reprovados, ja que este critério encontra-se subentendido na esdrúxula decisão e exigencia descabida.
-Que saber terá um aluno que não tem acesso às salas de aulas?
Somente mesmo na Gestão do contestado Valdo do Posto, a avaliação do alunado do ensino municipal em Jacareacanga será aferida pela "justa medida" da discriminação, evitando-se olhar para as notas de provas escolares e sim propriamenmte para os pés calejados do aluno. -Barbaridade!
E sempre nos encontros pedagógicos anuais existem fartas discussões para tentar se identificar e estancar a sangria do contínuo e crescente fenômeno da evasão escolar e nunca são encontrados os motivos... discorrem comentários verborrágicos sobre isso e aquilo, que, problemas de ordem cultural indigena, que devem ter uma calendário escolar especifico, e isso e aquilo... e se esquecem de alinhavar que exigências e rigores dessa natureza, sejam as causas e razões que se mostram em se fazer exigências ao alunado como se esses vivessem na plenitude das faculdades do bamburro, ignorando que essa não seja o principal razão para a demamdada escolar... aí a falta de merenda, de carteiras escolares entre tantas outras mazelas concorre para ocorrerem esse tipo de desastre na educação escolar de Jacareacanga.
A redação do Blog entrou em contato com a Senhora Secretária Luziane, solicitando justificativa pelo fato ocorrido cuja, mostrou-se desconcertada e surpresa com a denúncia, dizendo que naquele instante iria se informado a respeito do ocorrido e que depois das providências que fossem adotadas iria pronunciar-se.
Creio que por motivos de estar reunida com os gestores escolares ou gestor do executivo municipal apurando o assunto, a Secretária não teve tempo ainda para tal, e que deverá atender nosso questionamento sempre respeitoso da redação do Blog.
O assunto que trará concernente ao tema desta postagem, atendendo nossa inquirição, será postado em atualização nesta mesma matéria.
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Atualização... às 14h052' de 25Set12023
Sendo atendido de forma cortês pela Secretária Luziane, a mesma repassou-me contato do Senhor Diretor da Escola Carmem Valente, Professor Reginaldo Lopes, cujo ficou responsável por prestar justificativas, e que demonstrando tambem surpresa com a denúncia oferecida em redes sociais, porderou o seguinte:
Em nome da direção da Escola Carmem Valente da Silva, informamos sobre o ocorrido nesta manhã de segunda-feira (25/09), nas dependências da escola, onde gerou-se um mal entendido, o qual a escola não compactua com esse tipo de desinformação, gerando assim um desconforto entre a comunidade escolar, pois respeitamos o alunado e protegemos os mesmos, de acordo com o Regimento Interno desde educandário e com a Lei maior Constituição Federal. Sabe-se que nosso município há uma grande diversidade sócio- econômico e político. Portanto, a Escola Carmem Valente da Silva está tomando as devidas providências. - Prof. Reginaldo Lopes (Diretor da Escola Carmem Valente)
Meu agradecimento à ponderação e pronto atedimento do Professor Reginaldo Diretor da Escola Carmem Valente, que foi prestimoso no atendimento e apresentação de justificativa. Observando que nem o Diretor nem a Secretária teriam obrigação de oferecer atenção e justificativa ao Blog e fizeram isso, livre e de boa vontade com a finalidade de equacionar o problema que justificam que não fora criado pela Gestão.
