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Segunda-feira, 28 de Setembro 2026
DR.DANIEL DESAFIA A MÁQUINA GOVERNISTA E DESPONTA NA LIDERANÇA PELA SUCESSÃO ESTADUAL NO PARÁ
Política

DR.DANIEL DESAFIA A MÁQUINA GOVERNISTA E DESPONTA NA LIDERANÇA PELA SUCESSÃO ESTADUAL NO PARÁ

Mesmo enfrentando o peso político do grupo de Helder Barbalho e o apoio oficial de mais de 140 prefeitos à chapa governista, candidato da oposição mobiliza multidões no interior e consolida avanço rumo ao pleito.

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BELÉM (PA), 28Set2026' às 03hs47'   — Em um dos cenários políticos mais disputados da história recente do Pará, a corrida pelo Palácio do Governo desenha um nítido contraste entre a força da máquina estatal e o crescimento orgânico das candidaturas de oposição. De um lado, estrutura-se a engrenagem política comandada pelo grupo do ex-governador Helder Barbalho, direcionada a sustentar a candidatura de Hana Ghassan com o respaldo formal de mais de 140 dos 144 prefeitos paraenses. Do outro, a embarcação capitaneada por Dr. Daniel Santos navega contra a correnteza governista, registrando um avanço contínuo que mobiliza eleitores em todas as regiões do Estado.

Essa demonstração de força popular ficou evidente no último sábado, em Itaituba, na região do Tapajós. O município foi palco de uma expressiva carreata liderada por Dr. Daniel e por sua candidata a vice-governadora, Ellayne D'Almeida, acompanhados por diversas lideranças regionais e apoiadores e populares. O ato público atraiu centenas de cidadãos e simpatizantes que contestam o modelo de gestão atual, transformando as ruas da cidade em um ambiente de diálogo direto sobre propostas de governo elaboradas com ampla participação popular.

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O avanço da candidatura oposicionista ganha contornos ainda mais significativos quando analisado o tabuleiro político paraense. Enfrentar uma aliança reforçada por quase a totalidade das prefeituras do Pará e pelo aparato de comunicação oficial representa um desafio desproporcional. Contudo, a despeito do cerco governista e das estratégias para sufocar novos caminhos políticos, os levantamentos eleitorais mais recentes apontam Dr. Daniel na dianteira das intenções de voto.

A ascensão registrada nas pesquisas indica a possibilidade real de uma vitória consolidada ainda no primeiro turno. Para analistas e apoiadores, o desempenho das urnas pode representar um marco de virada e de redenção administrativa para o Pará, sinalizando a busca do eleitorado por alternância de poder e por uma gestão focada nas reais demandas da população interiorana e metropolitana. Leia matyeria contida em O Liberal.

O Liberal

PESQUISA QUAEST/TV LIBERAL INDICA VITÓRIA DE DR. DANIEL NO PRIMEIRO TURNO

TV LIBERAL

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (26), encomendada pela TV Liberal, mostra uma mudança significativa no cenário da disputa pelo governo do Pará. O levantamento aponta crescimento de Dr. Daniel (Podemos), avanço de Hana Ghassan (MDB) e forte redução do número de eleitores que ainda não definiram o voto.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Dr. Daniel aparece com 41% das intenções de voto, contra 28% registrados em agosto. Hana Ghassan também cresceu e passou de 27% para 32%.

A diferença entre os dois principais candidatos, portanto, chegou a nove pontos percentuais.

Araceli Lemos (PSOL) aparece com 2%, mesmo percentual da rodada anterior. Well Macedo (PSTU) e Gal Leite (UP) registram 1% cada. Ruth Reis (Democrata), que passou a integrar a disputa após a substituição de José Moita, aparece com 0%.

Um dos movimentos mais expressivos da pesquisa está entre os indecisos. O percentual caiu de 29% para 17%, indicando que uma parcela importante do eleitorado começou a definir sua preferência à medida que a eleição se aproxima.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam não pretender votar somam 6%, contra 9% em agosto.

Espontânea também registra crescimento dos dois líderes

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Dr. Daniel passou de 14% para 23%, enquanto Hana Ghassan avançou de 12% para 19%.

Apesar do crescimento dos dois candidatos, ainda há um contingente expressivo de eleitores sem escolha definida: 54% permanecem indecisos. Em agosto, esse percentual era de 69%.

Os números mostram, portanto, que a disputa começa a ganhar maior definição, mas ainda existe uma parcela considerável do eleitorado que pode alterar o desenho da eleição nas próximas semanas.

Simulação de segundo turno

No cenário de segundo turno entre Dr. Daniel e Hana Ghassan, o candidato do Podemos aparece com 47%, enquanto a candidata do MDB registra 36%.

Em agosto, os dois tinham 36% no cenário testado pela Quaest. O percentual de eleitores que indicam voto em branco, nulo ou nenhum candidato permanece em 8%, enquanto os indecisos caíram de 20% para 9%.

A simulação deve ser lida como um retrato do momento da pesquisa, e não como projeção do resultado eleitoral.

Saúde é o principal problema apontado pelos eleitores

Quando perguntados sobre o principal problema do Pará, 37% dos entrevistados apontaram a saúde, disparadamente o tema mais citado.

A violência aparece em segundo lugar, com 12%, seguida por infraestrutura, com 7%. Desemprego e economia registram 5% cada. Corrupção foi mencionada por 4% e educação, por 3%.

Enchentes e pobreza/desigualdade aparecem com 2% cada.

O resultado revela que os serviços públicos, especialmente a saúde, ocupam posição central entre as preocupações do eleitorado paraense nesta reta final da campanha.

Conhecimento e rejeição dos candidatos

A pesquisa também mostra aumento no conhecimento dos dois principais candidatos.

Entre os entrevistados, 51% dizem conhecer Dr. Daniel e votar nele, enquanto 25% afirmam não conhecê-lo e 24% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele.

No caso de Hana Ghassan, 41% afirmam conhecê-la e votar nela, 27% dizem não conhecê-la e 32% afirmam conhecê-la, mas não votar nela.

Araceli Lemos apresenta 6% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, enquanto 81% afirmam não conhecê-la. Outros 13% dizem conhecê-la, mas não votar nela.

Well Macedo tem 4% de intenção de voto entre os que o conhecem, 89% de desconhecimento e 7% de rejeição.

Ruth Reis aparece com 3% entre os que dizem conhecê-la e votar nela, 90% que não a conhecem e 7% que afirmam conhecê-la, mas não votar nela.

Gal Leite registra 1% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, 94% que não a conhecem e 5% de rejeição.

Governo estadual mantém aprovação, mas avaliação positiva recua

A Quaest também mediu a percepção dos paraenses sobre o governo de Hana Ghassan.

A administração é aprovada por 47% dos entrevistados, contra 25% que desaprovam. Em agosto, os índices eram de 51% e 22%, respectivamente.

Na avaliação qualitativa, 35% consideram o governo positivo, 30% avaliam como regular e 16% como negativo. Em agosto, os números eram 36%, 31% e 13%.

O levantamento registra, portanto, uma pequena deterioração na avaliação do governo, embora a aprovação ainda supere a desaprovação.

Maioria diz que Helder deve eleger um sucessor

A pesquisa perguntou ainda se o governador Helder Barbalho merece eleger um sucessor.

52% responderam que sim, enquanto 38% disseram que não. Outros 10% não souberam ou não responderam.

Em agosto, 53% consideravam que Helder merecia eleger um sucessor e 38% tinham opinião contrária.

O retrato da eleição

Os números da Quaest desenham uma eleição que entrou em uma fase mais definida. Dr. Daniel cresceu 13 pontos na pesquisa estimulada desde agosto, enquanto Hana Ghassan avançou cinco pontos. Ao mesmo tempo, o eleitorado indeciso caiu de 29% para 17%.

Mas a eleição ainda está em movimento. A existência de uma parcela expressiva de eleitores sem decisão definitiva e a distância entre conhecimento e rejeição dos candidatos indicam que há espaço para mudanças até 4 de outubro.

A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PA-07042/2026. (Foto: Reprodução)

A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PA-07042/2026. (Foto: Reprodução)

FONTE/CRÉDITOS: Walter Tertulino
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Walter Tertulino

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