ITAITUBA/MIRITITUBA (PA), 03Jun'2026 às 13hs 30' A RODONAVE brinca do cola e ameaça cobrar também a travessia de populares em nova tabela de cobranças de tarifas que anunciou para a travessia entre Itaituba e Miritituba, que provocou forte reação popular. Inicialmente, a divulgação de um reajuste de aproximadamente 20% nos valores cobrados dos veículos e a inclusão de uma tarifa de R$ 2,50 para passageiros gerou preocupação e indignação entre os moradores que dependem diariamente do serviço para trabalhar, estudar, realizar tratamentos médicos e cumprir outras atividades essenciais.
A repercussão negativa também foi alimentada pelos frequentes relatos de atrasos, falhas operacionais e acidentes registrados ao longo dos últimos anos. Para a população, qualquer aumento de tarifa deveria estar diretamente associado à melhoria da qualidade do serviço prestado. Entretanto, segundo as reclamações dos usuários, a realidade continua sendo marcada pela ausência de acessibilidade adequada, instalações precárias para passageiros, falta de conforto e embarcações que já não correspondem às exigências de uma travessia moderna e segura.
Há décadas, a empresa Rodonave detém o serviço de travessia de veículos entre Itaituba/Miritituba/Itaituba, operando em uma das mais importantes ligações da região. Apesar da relevância econômica da atividade e da arrecadação gerada por um serviço considerado essencial para o fluxo de pessoas e mercadorias, moradores questionam os investimentos realizados na infraestrutura oferecida aos usuários.
Um dos exemplos frequentemente citados pela população foi a instalação, no ano passado, de uma estrutura metálica destinada a funcionar como banheiro para os passageiros. Em pouco tempo, o equipamento apresentou deterioração, tornando-se alvo de críticas e simbolizando, para muitos usuários, a insuficiência dos investimentos realizados pela concessionária.
Diante da repercussão, o presidente da Câmara Municipal de Itaituba, Washington Ricarlos, questionou formalmente a empresa sobre a possibilidade de cobrança de tarifa para passageiros. Em resposta, a Rodonave esclareceu que não haverá cobrança da população pela travessia.
Conversa pra boi dormir da Rodonave
Segundo a empresa, o valor de R$ 2,50 aparece apenas na tabela tarifária em razão de exigências contratuais e regulatórias, mas a política de isenção aos passageiros continuará sendo mantida em todas as operações realizadas pela concessionária no Estado do Pará. A Rodonave informou ainda que essa referência tarifária já constava em tabelas anteriores, embora jamais tenha sido efetivamente cobrada dos usuários.
Apesar do esclarecimento, a simples inclusão do valor na tabela reacendeu um debate antigo sobre a dependência da população em relação à travessia fluvial. Muitos moradores manifestaram preocupação com a possibilidade de futuras cobranças, argumentando que a travessia não representa um serviço opcional ou de lazer, mas uma necessidade cotidiana para milhares de cidadãos.
A ligação entre Itaituba e Miritituba é estratégica não apenas para a mobilidade urbana local, mas também para a integração logística da região, servindo de conexão à Rodovia Transamazônica (BR-230), uma importante via federal. Nesse contexto, cresce entre diversos segmentos da sociedade a defesa de soluções estruturantes, como a construção de uma ponte que permita a travessia permanente entre as duas margens.
Também são recorrentes as críticas relacionadas à segurança operacional do serviço. Usuários relatam preocupação com a idade de algumas embarcações e lembram episódios envolvendo falhas mecânicas que ocasionaram transtornos, atrasos e prejuízos à população. Para muitos moradores, a discussão sobre reajustes tarifários deveria ocorrer somente após investimentos concretos na modernização da frota, na melhoria das instalações e no aumento da segurança oferecida aos passageiros e transportadores.
A cobrança de qualquer valor adicional para passageiros que utilizam a travessia de forma indireta, muitas vezes como acompanhantes ou caronas em veículos, é vista por parte da população como uma medida incompatível com a realidade socioeconômica local. Muitos usuários dependem da balsa justamente por não possuírem condições financeiras para custear alternativas mais rápidas e onerosas, como embarcações particulares.
Nesse cenário, o debate ultrapassa a questão tarifária e alcança temas relacionados à mobilidade, ao desenvolvimento regional e ao direito de ir e vir. Enquanto a empresa sustenta que não haverá cobrança de passageiros, lideranças locais e segmentos da sociedade civil defendem maior fiscalização dos contratos, transparência na formação das tarifas e investimentos capazes de garantir um serviço mais digno, seguro e compatível com a importância estratégica da travessia para a região.
Estaremos em defesa da demanda reprimida que utiliza-se do transporte e também com foco em defender os usuários de majoração de tarifas dos transportes o titular do Blog estará requerendo ao Ministério Público um procedimento denominado NOTICIA DE FATO, para que possa investigar a majoração dessas tarias, e a cobranãpara os populares.

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