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Domingo, 16 de Agosto 2026
SEM ALTERNATIVA ECONÔMICA PARA A DESMOBILIZAÇÃO DA ATIVIDADE GARIMPEIRA, MUNDURUKU À BEIRA DO CAOS, NECESSITANDO  DE PROGRAMAS PARA SUA SUBSISTENCIA
Indigenismo

SEM ALTERNATIVA ECONÔMICA PARA A DESMOBILIZAÇÃO DA ATIVIDADE GARIMPEIRA, MUNDURUKU À BEIRA DO CAOS, NECESSITANDO DE PROGRAMAS PARA SUA SUBSISTENCIA

ASSEDIADOS E COOPTADOS - MUNDURUKU PEDEM SOCORRO! a miséria envolve garimpeiros não indígenas tambem

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Imagem extraída da Rede Mundial de Computadores - Imagem ilustrativa

JACAREACANGA(PA), 18Dez'2024 - às 16h29' - Com o empobrecimento vertiginoso do povo Munduruku devido a falta de ação do Governo Federal em procurar investir na   produção de renda e emprego, ja que a economia dominante e exclusiva na região  que foi sempre a garimpagem de ouro, foi duramente atingida, com o desmantelamento das  atividades garimpeiras no interior de suas Aldeias Munduruku e Sai Cinza,   crescente e assustador está sendo constatado o estado de penúria da maioria da população em acelearado risco de exclusão social. As ações sociais da Prefeitura Municipal  tornam-se insuficientes para reverter o quadro atual devido toda uma população encontrar-se desprovida de produção de renda, evidentemente o estado ou a federação deveriam suprir a Prefeitura Municipal com projetos e financiamentos de recursos para fazer face ao terrivel quadro que se mostra entre o grupo tribal Munduruku. Os indígenas pedem socorro de bocas fechadas sem ter a quem recorrer. O estado atual  atinge  níveis de grave exclusão social.

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A carga para se minorar o sofrimento do povo indígena recai sobre os mais idosos  que recebem benefícios como aposentadoria, auxílios doenças e sobre algumas  famílias que percebem   o Salário-família. Esses afortunados entram em rota de colisão com  as dificuldades para suprirem suas necessidades básicas de alimentação, e sentindo-se  obrigados a dividirem seus minguados proventos   com seus numerosos familiares por necessitarem também de alimentos.

NATUREZA  PROTEGIDA, SER HUMANO ABANDONADO!

É isso mesmo! contrariando o alto espírito de solidariedade humana que deveria adornar o coração  do ser humano e principalmente de nossas autoridades gestoras das politicas sociais e de desenvolvimento da nação, hoje protege-se mais um curso d'agua, um pé de quariquara, "somente para ingles ver" desprotegendo-se o gênero humano.  É dessa forma que resta-se a pensar sobre a situação criada pelo Governo Federal, que tira o pão da boca do povo garimpeiro e o deixa à míngua, crescendo o número de famintos e miseráveis em nossa rica Amazônia; e principalmente  entre os indígenas e neste espaço o Povo Munduruku 

Se existisse seriedade, nas ações gestoras de nossos governantes se fossem compenetrados com a razão, a justiça e solidariedade humana deveriam antes de bombardear as estruturas de garimpagem, oferecer uma alternativa econômica para substituir aquela que nunca incomodou a estrutura governante do Brasil que é a garimpagem, mas que  de repente incomoda "os patrões"  que enchem em suas intromissões o Brasil de euros para a preservação ambiental (taí a COP 30-)  nestas ocasiões, como se a soberania de nosso país fosse  tal qual de uma "republiquetazinha de quinta"  ou a casa da Mãe joana as coisas se acomodam,  como eles, os donos não somente da Amazônia e sim os donos de todo o Brasil, querendo também serem os donos da vida e da morte de nosso povo.

SEM NENHUM PROJETO  ECONÔMICO ALTERNATIVO PARA SUBSTITUIR  A ATIVIDADE AURÍFERA  DEVIDO  A  DESMOBILIZAÇÃO DA GARIMPAGEM, O EMPOBRECIMENTO DA POPULAÇÃO INDíGENA SE MOSTRA ESCANCARADO, A MISÉRIA A QUAL ESTÃO SUBMETIDOS, COM CRIANÇAS DESNUTRIDAS,  É FÁCIL PRESSUPOR, COM PERDÃO DO EXAGERO, QUE O POVO IRÁ  MORRER   DE VELHICE ANTES DOS TRINTA ANOS. -QUE  GLÓRIA PARA NOSSO GOVERNO FEDERAL! 

Leitores, não imaginem como verdade que há  ou persista entre o povo Munduruku essa exacerbada divisão  anunciada pela mídia, dos indígenas que são a favor da garimpagem e os que seriam contra. Nada disso! isto não persiste, nem  existe. Foi criado um cenário dantesco para se perpetuar a intromissão e a dominação. - Cadê a alternativa econômica para se minorar o sofrimento desse povo?

Esse abandono do Governo Federal em que  a capenga Funai nada faz, sem planejamento algum para submeter aos CAPOS de Brasília, concorre  para que ocorra um êxodo da Terra Indígena de jovens meninos e meninas (adolescentes), para a cidade de Jacareacanga, com a finalidade de pedirem  alimentos dos políticos, esses adolescentes ficam perambulando pelas ruas da cidade como pedintes e enveredam com facilidade pelo alcoolismo, enquanto as meninas as que não ficam nas ruas  submetidas até a violência sexual,  são aproveitadas para alguns trabalhos domésticos.  Há registro que muitas meninas ja fazem uso também de álcool, e muitos  rapazes já experimentaram entorpecentes. A Funai deveria entrar em cena, antes que se alastre o uso de drogas entre o povo indígena. -Qual é mesmo a responsabilidade da Funai nesse circo?

Vejam bem a situação como se acomoda no seio da organização social indígena nesse contexto; O assédio é tanto, a cooptação  é constante,  vez que  os indígenas em sua grande parte que são contrários à garimpagem até dias antes da atuação da força Policial ambiental desde a primeira fase, eram todos garimpeiros ou viviam na área de  influência financeira dessa atividade. Todos os Vice-prefeitos, Vereadores, caciques, lideranças indígenas, desde a emancipação politica do município no inicio da década de 90 de uma forma ou de outra viviam   da  exploração e produção da economia originária da atividade garimpeira.

O discurso de alguns silvícolas mudaram totalmente quando explodiu a necessidade de se conter os desastres ambientais provocado pela ação predatória. Faço lembrar o comando de repressão iniciando-se em 2012 na Aldeia Teles Pires no interior da Terra Indígena Kaiaby  em que a Aldeia  Teles Pires  foi subitamente tomada por uma violenta força  em que velhos e mulheres e crianças fugiram para as matas e mães perderam seus filhos na fuga no meio da floresta. Um indígena pai de seis filhos com uma borduna  na mão esboçando reação em defender seu  povo  foi assassinado por um delegado da Policia Federal a três metros,  distância essa que para um policial  seria  mais  fácil paralisar a tentativa  agressiva supostamente   do silvícola acertando quantos tiros quisesse disparar em seus membros, (mãos, braço e pernas) no entanto o tiro foi dado para matar  impiedosamente ocasionando uma morte bárbara. Até hoje os indígenas da Aldeia Teles Pires pranteiam a morte do indígena Adenildo Kirixi.

A partir de então entra em cena alguns paladinos da coisa certa, pessoas vinculadas a Organizações Não Governamentais  que como bons mestres ensinam o que o indígena "deve falar"  para preservar a vida dos parentes e para isso, como nem relógio trabalha de graça  o assédio, cooptação tem sua vez no cenário, enquanto os caciques e lideranças são regiamente honrados com gramas douradas para a sua manutenção e de sua prole, ja que cacique não é remunerado recebem então normalmente   suas cotas da produção entre alguns mimos dos pariw'at. (Repoprto-me sobre os lideres mais importantes para os cooptadores).   Os bons moços se esforçando para apresentarem uma simplicidade acentuada  em suas vestes, com sandálias de dedos, cabelos desalinhados, uns  com rabos de cavalos e tal qual caipora ou o pajé fumando,  vão colocando palavras, frases, discursos preservacionistas na boca das lideranças e até gravam para  se colocar no youtube e na rede mundial de computadores a indignação de terem suas terras invadidas, entra no rol dessas "orientações" a palavra do chefe, que orientado convenientemente  entra com  reclames, com um semblante triste, fabricado, pesado.

-QUE A GARIMPAGEM  ESTÁ ACABANDO COM OS PEIXES A ÁGUA CONTAMINADA  VIROU LAMA,  OS IGARAPÉS E RIOS ACABARAM OS PEIXES, AS CAÇAS FORAM AFUGENTADAS,   NÃO TENDO MAIS O QUE COMER!

Depois da declaração os estranhos retornam a seus lugares em suas zonas de conforto e o cacique no dia seguinte vai aos baixões em busca de sua produção de praxe... "Não tem garêto,m gasorina, comida" "É o jogo duplo da conveniência e interesse por necessidade" As orientações dos Ongueiros  criam condições para favorecer  confronto  entre os parentes.... ruptruras, distanciamentos, um atentado contra a cultura do povo indígena

TODOS... TODOS OS VEREADORES INDÍGENAS, E AINDA OS VICES-PREFEITO DO MUNICÍPIO  JÁ EXPLORARAM A ATIVIDADE DE GARIMPAGEM.

Vejam bem o hoje Coordenador Regional da Funai, que já foi cinco vezes vereador, uma vez vice prefeito, Diretor Estadual de Educação Indígena em Belém e até recente tempo exercia paralelo aos seus trabalhos políticos a garimpagem, sua família quase toda é envolvida na atividade.

Uma prestigiada agente ambiental indigena, ex-garimpeira-por-conveniência,  que hoje salvo engano encontra-se cursando direito sob os auspícios de uma ONG teria até pouco tempo maquinários de garimpagem em atividade no Rio das Tropas,  principal curso d'água atingido pela garimpagem  inclusive sua família é toda garimpeira. Hoje se contrapõe a seus iguais de garimpagem.

Sobre essa agente ambiental e até pouco tempo garimpeira, mesmo com sua inclinação para a produção de ouro, organizava movimentos para buscar apoio governamental  visando o fortalecimento da Funai, que nunca veio. Recorda-se que em 2.015 cobrou  mais empenho dos Vereadores para legislarem com mais ímpeto em favor da causa indígena, a turma que a acompanhava na invasão ao prédio da Câmara Municipal era composta de três Ongueiros um dos quais se dirigiu a um comércio, comprou diversas latas de  tinta spray   distribuiu para os acompanhantes da líder que começaram a pichar os carros  que estavam em frente do Poder Legislativo, enquanto nossa misto de agente ambiental/garimpeira  pichou o rosto da metade dos vereadores, demonstra  de forma inequívoca, que era boa aprendiz de seu mestre Ongueiro.

SOMENTE ENTRA EM NOSSA CASA QUEM FOR CONVIDADO SE NÃO CLASSIFICA-SE COMO INVASOR. SE ESSA FRASE ESTIVER CORRETA, HAVEREMOS DE TER O ENTENDIMENTO  QUE O GARIMPEIRO "BRANCO"  NÃO INVADIU  AS TERRAS INDIGENAS MDK E SCZ, POIS TODOS FORAM CONVIDADOS POR UM INDÍGENA

A posição pessoal do redator da presente matéria, é totalmente contrária à natureza de garimpagem nas Terras indígenas. o mesmo foi por 13 anos o  Administrador Regional da Funai de Itaituba, e  o idealizador e responsável com seus servidores, pela retirada total de garimpeiros e maquinários, na primeira desintrusão ocorrida,  também  sendo executado trabalhos pela ampliação, delimitação e demarcação da Terra Indígena Munduruku.

Antes, não fora preciso aparato bélico gigantesco, nem helicópteros, força nacional, exército, Policia Federal, gás lacrimogênio, isqueiro para atear fogo, imagens de um lado para o outro através de zap para demonstrar o heroísmo e patriotismo   para desintrusar as Terras Indígenas, bastou a Funai (1994/1996) tomar sua responsabilidade, receber apoio das principais lideranças e o trabalho foi executado sem trauma e veja bem com o apoio da Governo Federal pois o financiamento para tal finalidade fora com  orçamento repassado pela Funai de Brasília e executado  pelos próprios servidores da Funai Itaituba. Não foi preciso esse aparato todo que de tanto helicóptero  e movimento policialesco lembra  a guerra do vietnam retratado nos filmes vespertinos da televisão. Todo custeio descentralizado e liberado pelos dominadores, e o governo federal ungido pela grana,  sendo simplesmente o executor da barbárie tyraduz-se hoje a miséria estabelecida entre os indígenas.  Uma pergunta impertinente invade esta matéria:

O PORQUÊ TAMBEM DO GOVERNO FEDERAL NÃO SOLICITAR INVESTIMENTOS PARA SE OFERECER UM ALTERNATIVA ECONÔMICA AOS  DESALOJADOS? 

O que tornasse inadmissível, por sua crueldade, é acabar-se com a única produção de renda  de uma povo coagido, e o Governo Federal não oferecer uma alternativa econômica  para a sobrevivência de um povo sofrido à beira do desespero.

DOUTORES ACABEM DE VEZ COM A GARIMPAGEM NAS TERRAS DOS MUNDURUKU,  MAS DÊEM CONDIÇÕES  PARA ESSE POVO VIVER EM OUTRA ATIVIDADE  ECONÔMICA COM DIGNIDADE.  SE HOUVESSE SERIEDADE E RESPONSABILIDADE COM AS VIDAS DOS INDÍGENAS, OU OFERECERIAM ALTERNATIVA PARA TEREM RENDA  EM OUTRA ATIVIDADE ECONÔMICA OU FARIAM A REGULARIZAÇÃO DA GARIMPAGEM COM A PRESENÇA DOS ORGANISMOS FEDERAIS DE CONTROLE.

O desastre não afeta somente os indigenas, tambem a fome e miséria está assentada à mesa da população branca nas comunidades garimpeiras de São José, Porto Rico, Mamãe-anã, Cabaçal  dentre outras.

Vi um interessante depoimento em um vídeo doméstico de uma pessoa que reside em uma comunidade garimpeira que desnuda a atual situação reinante com a onda avassaladora da desmobilização da garimpagem  e seus efeitos, nocivos ao meio ambiente e em um patamar desumano muito maior, nocivo  ao ser humano.

Bruno convivendo em mais de três décadas em comunidades garimpeiras, organizando-se social e profissionalmente com esses homens batalhadores, hoje proscritos, humilhados, com suas profissões criminalizadas, tratados por consequencia como marginais e/ou bandidos, vem às redes sociais mostrar que defende o garimpeiro por esses encontrarem-se sem vozes e muitas vezes amordaçados temendo não a lei e sim a interpretação do que as autoridades podem fazer sobre as leis.  

A voz atual  em defesa dos Garimpeiros chama-se Bruno, e não saiu de um gabinete climatizado das Câmaras e Assembléias Legislativas nem dos corredores palacianos de Brasilia, e sim, do centro  crítico   e de indignação em que está sendo sepultado sonhos  de se viver com dignidade que são os garimpeiros quer brancos, quer indígenas.

 

Bruno, engloba em seu vídeo as mentiras transformadas em verdades  através das mídias e autoridades, aduz, a dificil situação  dos garimpeiros, que somente não preocupam as autoridades, comenta por fim que os indígenas se mexem diante da situação caótica que se encontram. 

ABAIXO ASSINADO DE LIDERANÇAS MUNDURUKU

Diante do estado de penúria a que estão  submetidos e ao verificarem que o Governo Federal não tem projeto algum para apresentar como investimento de produção econômica para os indígenas Munduruku, os mesmos irmanados pelo sofrimento  e dificuldade que os envolvem, resolvem uma vez mais destinar às autoridades constituídas da nação o pedido favorável em julgamento da LEI 14.701/2023 DE 20 de outubro  de 2.023 (*)

(*) Regulamenta o artigo 231 da Constituição Federal e trata do reconhecimento, demarcação, uso e gestão de terras indígenas. A lei também altera as Leis nºs 11.460, de 2007, 4.132, de 1962, e 6.001, de 1973. 

 

_____Remendo RP

Comentário de um oficial militar leitor do Blog encaminhado à Redação

"O senhor está cada vez mais se superando. A maneira como o senhor consegue comunicar esses fatos, com maestria, na minha opinião essas informações deveriam alcançar o Brasil inteiro, e até para fora do país. O senhor consegue em palavras retratar a realidade de forma que o leitor acaba por visualizar como se estivesse testemunhando tais fatos. Consegui através das suas palavras ver tudo o que o senhor relatou"

FONTE/CRÉDITOS: Walter Azevedo Tertulino
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Walter Azevedo Tertulino

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