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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
DESEMBARGADORA VIRA RÉ POR PROPINA DE 800 MIL   COM VENDA DE DECISÕES
Justiça

DESEMBARGADORA VIRA RÉ POR PROPINA DE 800 MIL COM VENDA DE DECISÕES

Ação foi aberta, mas ainda não há data para o julgamento do processo

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Caíque Alencar Do UOL, em São Paulo
07/06/2024 13h36

A desembargadora afastada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Ilona Márcia Reis virou ré no STJ acusada de receber R$ 800 mil em propina pela venda de decisões judiciais.

O que aconteceu…
Ilona vai responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além da desembargadora, dois advogados também tiveram a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) aceita pelo STJ. As acusações foram acolhidas na quarta-feira (5) pela Corte, mas outro advogado que também constava na lista de denunciados teve a denúncia rejeitada.

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Ao receber a denúncia, o STJ prorrogou o afastamento da desembargadora por um mais um ano. Ela está afastada do cargo desde o final de 2019, quando foi deflagrada a Operação Faroeste para investigar um esquema de venda de decisões judiciais relacionadas a disputas de terras na região oeste da Bahia.

No processo, defesa pede abertura de novo prazo para manifestação. Para os advogados de Ilona, isso é necessário porque, com a retirada de um dos investigados da denúncia do MPF, houve mudança na dinâmica dos fatos. O UOL tenta localizar os representantes legais da desembargadora.

Investigações acharam minutas de decisões de Ilona com advogado e ex-servidor do TJ-BA. A denúncia do MPF diz que as peças foram encontradas antes de julgamentos, o que aponta uma "relação estável" da desembargadora com um grupo interessado em decisões favoráveis sobre disputas fundiárias no estado.

Relatórios de inteligência identificaram movimentações bancárias suspeitas da desembargadora. Segundo o ministro Og Fernandes, do STJ, as transações foram comprovadas durante mandados de busca e apreensão no gabinete de Ilona. No local, foram encontrados comprovantes de depósitos em dinheiro fracionados em contas dela, disse Fernandes.

Também foram detectadas transferências envolvendo supostos "laranjas". Esse termo é usado para se referir a pessoas que cedem seus dados, às vezes involuntariamente, para ocultar a origem de dinheiro ilícito. Nesses esquemas, eles costumam receber parte do dinheiro que ajudaram a esconder.

Ação foi aberta, mas ainda não há data para o julgamento do processo. Antes disso, precisam ser ouvidas testemunhas do caso e produzidas novas provas sobre os acontecimentos.

FONTE/CRÉDITOS: uol
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): uol

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