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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
JACAREACANGA: ABANDONO FEDERAL/CRATERAS NA TRANSAMAZÔNICA ISOLA POLULAÇÃO E EXPÕE O COLAPSO  DA  BR-230
Cidades

JACAREACANGA: ABANDONO FEDERAL/CRATERAS NA TRANSAMAZÔNICA ISOLA POLULAÇÃO E EXPÕE O COLAPSO DA BR-230

Chuvas rompem trecho da rodovia no km 302 entre Itaituba e Jacareacanga, revelando a falta de manutenção do Governo Federal e colocando em risco abastecimento, energia e a seguranç

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  1. Por/ Walter Tertulino

JACAREACANGA(PA), 28Dez'2025 às 14hs40' - O descaso governamental concorre diretamente para a situação calamitosa — sem qualquer exagero — vivenciada desde ontem no km 302 da Rodovia Federal Transamazônica (BR-230), no trecho Itaituba–Jacareacanga. As intensas chuvas que atingem a região (o que é previsivel no inverno amazônico)  provocaram a inundação de um segmento da rodovia, cujas águas arrastaram toda a estrutura transversal da pista, abrindo uma cratera de grandes proporções que tomou completamente a largura da estrada, impedindo inclusive a travessia de pedestres de um lado para o outro.

O cenário é de absoluto abandono. Um amontoado de veículos — ônibus, carros particulares, veículos oficiais e até caminhões-tanque transportando combustíveis — encontram-se retidos nos dois sentidos da via, imprimindo um tom de desespero e impotência aos passageiros, que, inertes e sem qualquer apoio institucional, apenas observam e vivenciam as consequências do estado de negligência crônica de uma rodovia federal que, neste trecho, não apresenta qualquer estrutura de manutenção, sinalização preventiva ou resposta emergencial por parte do órgão federal responsável.

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É inadmissível que uma estrada de integração nacional, estratégica para o sudoeste do Pará, esteja submetida a tal nível de precariedade. Um trajeto que normalmente poderia ser percorrido em 6 ou 7 horas vem, há tempos, transformando-se em uma verdadeira via-crúcis, com viagens que ultrapassam 15 horas, em razão de buracos, erosões, atoleiros e da total ausência de manutenção regular. Trata-se de um problema estrutural conhecido, reiteradamente denunciado, mas ignorado pelo Governo Federal, que insiste em tratar a Transamazônica com descaso histórico.

A sede do município de Jacareacanga, distante cerca de 98 quilômetros do ponto crítico, mantém-se, até o momento, afastada da solução do problema, possivelmente em razão da ausência do chefe do Executivo municipal. Ainda assim, seria louvável que o responsável pelo parque de máquinas da Prefeitura tomasse a iniciativa de deslocar equipamentos, mesmo que por conta e risco, para mitigar a situação emergencial. No local, centenas de pessoas, entre elas crianças, permanecem expostas a riscos, agravados pela presença de um caminhão transportando óleo diesel, combustível essencial para o funcionamento da usina de energia da Equatorial que abastece o município.

Caso não haja uma ação urgente que permita a passagem desse veículo, existe o risco real de colapso no fornecimento de energia, o que levaria Jacareacanga a um apagão, com impactos diretos sobre hospitais, escolas, comércios e supermercados, que poderão perder seus estoques de gêneros alimentícios, especialmente proteínas perecíveis. Mais uma vez, quem paga a conta é o consumidor e a população mais vulnerável.

 

Imagens que chegaram à redação do Rastilho de Pólvora neste instante revelam uma cena ainda mais alarmante:

Populares tentam, literalmente com as próprias mãos, enxadas e pás improvisadas, realizar pequenos aterros numa tentativa paliativa e extremamente arriscada de liberar minimamente a passagem, enquanto aguardam — sem qualquer previsão — a chegada de tratores e caminhões-caçamba. A cena escancara a omissão do poder público e simboliza o abandono de uma das mais importantes rodovias federais da Amazônia.

Recentemente o Vereador Antonio Goiano  percorreu os corredores palacianos da capital federal, procolando documunetos em diversos setores de trabalhos e no organismo competente Ministéruio dos Transportes DENIT  comemorou  ao receber  a promessa que em curto período haveria solução definitiva para a pavimentação  da Rodovia.

Não é a primeira vez que o Prefeito e Vereadores de Jacareacanga comemoram e apostam nessa promessa. A certeza que se tem mesmo é que os projetos que nossos políticos levam em mãos, são como diria Raul seixas, Protocolado, carimbado, rotulado, enumerado, engavetado, arquivado e no final nosso povo, SACANEADO.  

"Pra não dizer que não falei das flores", um politico do âmbito federal, mais sabido que sabino, de corpo presente difundiu no seio da municipalidade Jacareacanguense  que teria garantido orçamento  para inicio da construção de um mega-colegio no bairro  São Francisco com dois pavimentos, varias salas de aula em um estrutura moderna. Fato comemorado, a promessa retratada em outdoor, viralizando nas redes sociais entre os municipios de Jacareacanga, Apui e Itaituba... e como a promessa depois de dois ou tres anos se configurou como mais uma "cabeluda mentira" o prefeito do municipio com recursos próprios do erário público  está iniciando a obra.

Atoleiros,  buracos, caminhos intransponíveis, lamas também causam incômodos e desespero não somente na Rodovia Transamazônica e sim também nas "Verdades' dos mentirosos  do estado e de Brasilia.

FONTE/CRÉDITOS: WALTER AZEVEDO TERTULINO
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): WALTER AZEVEDO TERTULINO - Imagens de capa extraída da web

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