Por/ Walter Azevedo Tertulino

ITAITUBA(PA) 17Dez'2025 às 22hs23' - Para o torcedor brasileiro, ainda que os "antis" insistam em se organizar nas redes sociais para atacar o Flamengo, há um fato inegável:
Nem mesmo o Palmeiras, seu principal concorrente nacional, consegue hoje se aproximar do poderio técnico e competitivo do futebol praticado pelo time rubro-negro. Não por acaso, o Flamengo é campeão brasileiro de 2025 e campeão da Libertadores da América na mesma temporada, título que o credenciou a disputar o Mundial contra o Paris Saint-Germain (PSG).
O título mundial disputado hoje, entretanto, foi merecidamente conquistado pelo time francês, que se impôs com autoridade e eliminou o Flamengo na partida desta data. O PSG jogou como quem sabia exatamente o que queria: vencer. Já o Flamengo apresentou um futebol irreconhecível, muito distante daquele que costuma enfrentar — e superar — as equipes do cenário nacional. A diferença exposta em campo não foi apenas técnica, mas sobretudo cultural e competitiva.
A disparidade entre o futebol europeu e o brasileiro tornou-se abissal. Enquanto na Europa se pratica um futebol intenso, coletivo, disciplinado e objetivo, no Brasil ainda se cultuam as firulas, o personalismo e a supervalorização de atletas medianos. Jogadores que a imprensa insiste em rotular como “fora de série” se destacam mais pelos carrões, roupas de grife, noitadas, mulheres e cortes de cabelo extravagantes — mais parecidos com ídolos do rock pop do que com operários do futebol, comprometidos com rendimento e entrega em campo.
O Flamengo perdeu mais um título intercontinental ou mundial. Mas a pergunta que se impõe é outra: o Flamengo perdeu mesmo? Convenhamos que não. Quem perdeu foi o Brasil. Perdeu o futebol brasileiro, que já foi o mais clássico, criativo e temido do mundo. Basta uma análise honesta da comparação entre o nosso futebol atual e o futebol europeu, asiatico, africano para constatar o quanto ficamos para trás: desorganização crônica, idolatria vazia e bajulação de pernas de pau tratados como craques. Esse engano coletivo alimenta falsas expectativas, frustra o torcedor e torna as derrotas inevitáveis.
Contemplem no video abaixo, quase cinco milhões de reais pagos por mes de salários para quatro "pernas de paus" que desperdiçaram por negligencia e irresponsabilidade cobranças de penalidades máximas. Imagine o cenário em que um só homem diante de um espaço nas suas laterais totalizando 7 metros e 32 centímetros tem para pegar uma bola distante de sí apenas 11 metros. É impossivel pegar? Claro que não! e o quarteto rubro negro sabe disso. Irresponsáveis!!!
SELEÇÃO BRASILEIRA?
O arremedo de seleção que vem sendo preparado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti não venceria sequer equipes asiáticas, como demonstrou a recente derrota para o Japão. No próprio continente sul-americano, seleções como Bolívia, Paraguai e Venezuela não cresceram de forma significativa; o que ocorreu foi o encolhimento do futebol brasileiro.
Os clubes nacionais, recém-saídos de mais um campeonato brasileiro, escancaram essa decadência: praticamente todos contam com argentinos, colombianos, chilenos, venezuelanos, europeus e africanos em seus elencos. A importação em massa revela não sofisticação, mas incapacidade de formar talentos competitivos internamente. É um sintoma claro de um futebol que entrou em ritmo falimentar.
Mais grave ainda é a insistência em laurear atletas que deixaram o Brasil há 10 ou 15 anos como “promessas eternas”. Muitos enriqueceram no exterior, tornaram-se craques em outro contexto, mas, ao perderem competitividade na Europa, retornam ao Brasil para arrastar-se em campo, sugando cofres já fragilizados de clubes tradicionais. Philippe Coutinho, que brilhou na Europa, hoje luta para justificar sua presença no Vasco. Neymar, por sua vez, tornou-se personagem de noitadas, pois já não consegue mais jogar futebol em alto nível. Citar outros nomes seria apenas discutir o sexo dos anjos, pois o pensamento coletivo é uníssono:
Nosso futebol está falido.
O povo brasileiro já não se embriaga de esperança como outrora. Não se veem mais ruas, carros e avenidas enfeitadas de verde e amarelo, como nos tempos em que a seleção simbolizava orgulho, arte e superioridade técnica.
Em campo, o “bicho-papão” do futebol brasileiro — o Flamengo — mostrou-se dócil como um gatinho angorá que desaprendeu até a miar.
O Flamengo perdeu? Não! Após a derrota para o PSG, quem perdeu foi o futebol brasileiro, que afundou ainda mais em sua própria mediocridade.
E o que fazer diante desse cenário desolador? Começar pelo básico: tratar jogadores comuns como pessoas normais, não como deuses. Afinal, o time mais caro do Brasil, o de maior torcida do país, formado por atletas milionários idolatrados como craques, perdeu apenas na partida de hoje quatro penalidades máximas. Isso não é azar. É retrato fiel de um futebol sem preparo mental, sem cobrança real e sem compromisso com a responsabilidade.
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